Educação, saúde e serviços domésticos concentram a força de trabalho feminina em Minas
Dados do Censo 2022 divulgados pelo IBGE nesta semana mostram que as mulheres em Minas Gerais ainda enfrentam grandes desigualdades no mercado de trabalho. Segundo o levantamento, o rendimento médio mensal das mulheres é 23% menor que o dos homens. Enquanto os homens recebem em média R$ 2.995,00, as mulheres ganham cerca de R$ 2.293,00, correspondendo a apenas 76,6% do salário masculino.
Além da diferença salarial, os dados revelam que as mulheres concentram-se nos setores de serviços essenciais, como educação, saúde e serviços domésticos, enquanto continuam sub-representadas em atividades como construção civil, transporte e indústrias extrativas.
Setores com predominância feminina
- Serviços domésticos: 93,6% das ocupações são de mulheres
- Educação: 79,0%
- Saúde e serviços sociais: 78,9%
Setores com pouca participação de mulheres:
- Indústrias extrativas: 16,6%
- Transporte: 9,1%
- Construção civil: 3,6%
A desigualdade não é exclusiva de Minas Gerais. Em todo o Brasil, o rendimento médio das mulheres corresponde a 80,4% do dos homens. No entanto, em Minas, a diferença é mais acentuada: mulheres recebem 23% menos que homens, mesmo exercendo funções semelhantes.
Estados como Amapá e Roraima apresentam uma diferença menor, com mulheres ganhando até 94,5% do salário masculino. Os especialistas afirmam que políticas públicas, valorização do trabalho feminino e investimentos em capacitação profissional são fundamentais para reduzir essa disparidade.
